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Economia da saúde no Brasil : em foco

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

 

É de forma sumária apresentada a situação da economia da saúde no Brasil, com destaque para a criação da Associação Brasileira de Economia da Saúde — ABrES, em 1989, com o objectivo primordial de congregar técnicos, docentes e outros profissionais com interesse na área da economia da saúde e, nesse campo, contribuir para o desenvolvimento, a difusão e a aplicação de técnicas, métodos e conhecimentos. Coube à ABrES fomentar e/ou propiciar a realização das primeiras experiências em ensino e a pesquisa em economia da saúde no país.
As actividades de formação em Economia da Saúde no Brasil incluem disciplinas integrantes da grade curricular de alguns programas de pós-graduação (mestrado e doutorado) da área de Saúde Pública ou de Economia e dois cursos de especialização e cursos de curta duração concentrados em poucos estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Bahia.
Marco de suma relevância para a consolidação da economia da saúde deu-se, a partir de 2000, com a assinatura de Acordo de Cooperação Técnica entre a República Federativa do Brasil e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, representado pelo Department for International Develop¬ment — DFID, para a execução das actividades do Projecto de Economia da Saúde («Fortalecendo sistemas de saúde para reduzir desigualdades»). O Projecto de Economia da Saúde tem por objectivo aumentar a capacitação nacional em economia da saúde e incrementar a utilização do seu instrumental na tomada de decisões sobre políticas de saúde.
O número de grupos de pesquisas específicos, ou que abriga linhas de pesquisas em economia da saúde, cresce incessantemente, demonstrando maturidade, além da fertilização de massa crítica, via inclusão de novos pesquisadores, com a consolidação de centros geradores de conhecimentos e de aporte de tecnologias inovadoras. O escoamento da produção intelectual tem sido efectivado principalmente por meio da publicação de trabalhos completos em actas de congressos, capítulos de livros e artigos em periódicos científicos editados no Brasil e no exterior.
Por fim, espera-se que a economia da saúde ofereça parte dos instrumentos, de forma a garantir um Sistema Único de Saúde mais eficiente e concorrendo para diminuir as disparidades de classes, além das geográficas deste país, rico e pobre ao mesmo tempo, híbrido de país desenvolvido e em desenvolvimento, aportando benefícios para todos os segmentos sociais da população brasileira.